É oficialmente Carnaval no Rio de Janeiro, minha gente, e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, é um dos nomes mais observados da noite! Inicialmente, ela desfilaria pela Acadêmicos de Niterói, primeira escola a entrar na avenida, em um enredo que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (15).
Apesar da expectativa inicial, Janja chegou a entrar na avenida, mas acabou desistindo de desfilar. Segundo a revista Veja Rio, a primeira-dama foi substituída no último carro alegórico da Acadêmicos de Niterói e não participou do desfile oficial, que manteve a homenagem. Antes disso, contudo, os "burburinhos" já geravam polêmica, com aliados do governo divergindo sobre os possíveis impactos e jurídicos da apresentação...
Para a noite, Janja apostou em um visual de forte apelo cênico e carnavalesco! O vestido, de comprimento abaixo dos joelhos, foi inteiramente coberto por paetês prateados, criando um efeito espelhado. A modelagem reta, sem transparências ou recortes, priorizou a elegância e sobriedade dentro do brilho característico da festa. Você pode conferir as imagens do look em nossa galeria acima!
O destaque ficou por conta da estola de plumas azuis vibrantes, volumosas, que envolveram os ombros e adicionaram movimento ao look. O tom azul reapareceu nos brincos e nos sapatos de salto médio, criando uma paleta bastante harmônica! Na cabeça, Janja usou uma tiara prateada com pequenas estrelas, referência clássica ao imaginário do Carnaval, claro!
A maquiagem seguiu uma linha iluminada, com foco no sorriso e no acabamento glow da pele, enquanto os cabelos aparecem soltos, levemente ondulados.
O desfile da Acadêmicos de Niterói tem como eixo central a trajetória de Lula, o que levou aliados do presidente a discutirem os limites entre manifestação cultural e possível conotação política.
Segundo apuração de Pedro Venceslau, do CNN Brasil, a participação direta de Lula no desfile chegou a ser cogitada, mas foi descartada após orientações do ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, e da Advocacia-Geral da União (AGU). Eita!
"A participação do presidente Lula foi cogitada inicialmente, ele gostaria de desfilar, mas, foi desaconselhado, primeiro pelo Sidônio Palmeira, que é o responsável pela comunicação, e depois pela AGU (Advocacia-Geral da União), então decidiu assistir no camarote", relatou ele ao veículo.
A decisão final foi para que o presidente acompanhasse a apresentação de um camarote no Sambódromo do Rio de Janeiro, evitando exposição direta na avenida.
Mesmo com a ausência de Lula no desfile, a possibilidade inicial de Janja atravessar a avenida gerou desconforto em parte do entorno presidencial. De acordo com Pedro, alguns assessores avaliaram que a presença da primeira-dama poderia acabar conectando simbolicamente o presidente ao desfile, sobretudo se houvesse questionamentos jurídicos posteriores.
Outro ponto citado nos bastidores é o histórico das escolas recém-promovidas ao Grupo Especial. A Acadêmicos de Niterói, que subiu do grupo de acesso, é vista como candidata ao rebaixamento, cenário comum entre agremiações com menos estrutura e recursos. Para alguns aliados, isso poderia gerar uma associação negativa, ainda que simbólica.
A polêmica também envolve possíveis implicações eleitorais. Lula é pré-candidato à reeleição, e o samba-enredo da escola vem sendo comparado por críticos a um jingle de campanha, com ampla circulação nas redes sociais de apoiadores do PT. O uso de referências como o número 13 no enredo é citado como um dos pontos que podem ser analisados pela Justiça Eleitoral após o desfile.
O artigo 36 da Lei das Eleições determina que menções a pré-candidaturas ou exaltações pessoais não configuram propaganda antecipada desde que não haja pedido explícito de voto. Ainda assim, o período de pré-campanha no Brasil costuma operar em uma “zona cinzenta”, que só passa a ser rigidamente fiscalizada quando o calendário eleitoral oficial se inicia.